Belém, 17 de janeiro de 2006
Cansado de ficar batendo papo furado no MSN, ontem à noite, na doida, fui na Fox pegar uns filmes. A noite de maratona começou com “Matei Jesse James” (década de 50), de Samuel Fuller, um clássico do faroeste, com os ingredientes principais desse tipo e trama: a mocinha, o bandido e o mocinho (que acaba sendo bandido também). Cinthy é atriz de uma companhia de teatro sem sucesso e é apaixonada por Bob, amigo mais próximo do procurado gangster Jesse James. Ao saber que o governador oferecera a quantia de $ 10 mil para quem entregasse Jesse à polícia, Bob acaba matando o seu companheiro, pensando que com a recompensa, pudesse casar com a sua amada. No entanto, a cifra recebida é bem menor do que a esperada. É quando o quadro começa a virar. Cinthy se sente mal pelo acontecido e evita Bob, oferecendo todo o seu charme a Keller, rival do seu antigo amante. Com medo de que Bob pudesse matar Keller, Cinthy pede ao último para fugir da cidade. Bob, falido, vai procurar riqueza nas minas de prata do Colorado, onde acaba encontrado Keller, que passa a ser o seu companheiro de quarto, onde se tornam amigos. Até a chegada de Cinthy, à pedido de Bob, que já estava bastante endinheirado e pede a moça em casamento. O final é trágico, mas não posso adiantar quem morre.
O segundo filme, à pedido do meu afilhado de 10 anos, foi o também em P&B, “O Homem Elefante” (1980), com a excelente direção de David Lynch. Anthony Hopkings faz um médico que fica entusiasmado ao saber da existência de um homem muito deformado fisicamente, o que é atribuído a um acidente com um elefante sofrido pela sua mãe, grávida (a primeira cena do filme). Fazendo de tudo para que o rapaz fosse morar no hospital (o que consegue, com certa insistência), ele lhe dá uma nova vida de presente, levando-o, inclusive, a uma fama de aspecto contrário à que estava submetido (como um animal em exposição em uma feira de horrores). Lynch provoca o espectador, convidando-o, assim como as demais personagens, a ser amigo do “homem-elefante”. É uma história comovente do início ao fim. EU RECOMENDO!
Em seguida – já passava da uma hora da madrugada –, comecei a assistir “Sideways” (2004), aclamado filme de Alexander Payne. Pena que aos 40 minutos do filme, fiquei impossibilitado de continuar a assisti-lo devido a intensas falhas na imagem. Fui dormir. Acordei às 9 com o meu afilhado enchendo o meu saco para assistir “A Voz do Coração”, ótimo filme francês, mas como qualquer filme, eu não agüento assistir mais de três vezes (ele já estava na 12ª vez). Claro que eu não deixei. Fomos tomar café, escovar os dentes, e o quarto filme foi injetado no aparelho de DVD: “Felicidade Não Se Compra” (década de 40) – esqueci o nome do diretor. Um homem que sempre ajudou os outros sem pedir nada em troca, está desestimulado da vida, devido a falência da empresa de seu pai, e acaba pedindo que nunca tivesse nascido. Ouvindo isso, um anjo cai e torna o seu pedido real, mostrando como seria a vida da cidade sem ele. Se você é um espectador paciente, aguarde a primeira hora do filme para que isto ocorra (rs). Pela mensagem que passa, foi o melhor do fim de semana. EU RECOMENDO!!!
. . .
No Museu, a exposição entra na reta final. Todos os painéis já estão praticamente prontos, faltando apenas algumas fotos e os textos do terceiro painel (que estão fora da minha responsabilidade). Ontem e hoje, mostrei o projeto à equipe. Mudei a chamada (o painel de entrada), baseado na sugestão do Luiz, para que eu utilizasse a mesma foto estampada nos cartazes de divulgação do Projeto (uma na qual há um menino negro em primeiro plano, e o rio, com algumas árvores semi-submersas, ao fundo). Nenhuma crítica negativa quanto à programação visual. Escaneei algumas fotos que foram solicitadas para acrescentar ou substituir em alguns dos painéis. Agora, só falta a parte chata, os detalhes: inserir setas nas legendas (para as pessoas que sofrem de faltam de atenção) e fazer uma revisão geral no layout de todos os painéis para avaliar possíveis diferenças na disposição dos elementos.
. . .
[x] O carma de Sideways
Ao devolver os filmes na Fox, falei que não consegui assistir o filme de Alexander Payne, devido as falhas na imagem (que começaram a aparecer na 13ª faixa). Eles testaram, e... tudo normal. Deram-me, então, outra cópia. Cheguei em casa, coloquei o DVD no aparelho. Até que chega na 17ª faixa e... tudo bosta. Retorno à Fox, falo a mesma coisa, eles fazem a mesma coisa, e eu vejo a mesma coisa: tudo normal. Após uma leve discussão, decido não levar mais o filme e eles têm o bom senso de não me cobrar. Tudo bosta.
. . .
[x] 2006 Golden Globe Awards
Como já era de se esperar, o Sbt começou a transmissão 20 minutos após o previsto (9 e meia da noite). A Analice Nicolau estava insegura e não soube conduzir o programa, que foi salvo graças aos comentários do Rubens (REF). Eles começaram com uma reportagem especial sobre a história da premiação, outra sobre o diretor Fernando Meirelles, primeiro brasileiro indicado como melhor diretor ao GG, e em seguida, mostraram uns cinco minutos do tapete vermelho (com o sinal da NBC).
O primeiro prêmio da noite foi para George Clooney, como melhor ator coadjuvante em filme, por “Siryana”, que o recebeu das mãos da Natalie Portman, que estava parecida com a Winona Ryder, com aquele cabelo. Em seguida, a atriz Rachel Weiss subiu ao palco para receber das mãos de Adrien Brody o GG de melhor atriz coadjuvante pelo filme “O Jardineiro Fiel” (para nós, foi, com certeza, o grande momento). A câmera mostrou o Meirelles muito sorridente e emocionado com a vitória da atriz dirigida por ele.
Mas o momento mais engraçado foi o discurso de Geena Davis, ao ganhar como melhor atriz de série dramática por “Commander in Chief”: “Hoje, no tapete vermelho, uma garotinha de vestido azul puxou o meu vestido e disse que graças ao meu papel seria presidente dos Estados Unidos.” Aplausos. “Pena que isso não foi verdade.” Gargalhadas na platéia. Geena, com a cara mais cínica do mundo continua: “Mas seria muito legal se essa menina existisse.” Alguns minutos após a atriz sair do palco, o ator Hugh Laurie sobe para receber o prêmio de melhor ator de série dramática: “Eu fiz uma lista aqui de 172 nomes para agradecer. Vocês estão prontos? Bom, como eu sabia que isso não seria possível, eu escrevi os 172 nomes em papeizinhos, coloquei todos no meu bolso esquerdo e vou sortear três. Os outros que não forem sorteados, saibam que estão no meu bolso.” Hilário. O curioso é que foram discursos de dois atores que ganharam atuando em drama. Engraçado mesmo foi ver a cara do Rubens ao ser anunciado que o filme “Empire Falls” ganhou o GG de melhor minissérie/filme para tv. Minutos antes, ele havia dito que era o mais insuportável dos indicados, que havia dormido ao assisti-lo.
A melhor série de drama foi “Lost”. A ótima “Desperate Housewives” (ull!) foi eleita pelo segundo ano consecutivo (em seu segundo ano de exibição) a melhor série de comédia, mas na categoria de melhor atriz em série de comédia, uma surpresa: as quatro atrizes do seriado estavam indicadas, mas quem levou o GG pra casa foi a linda (e até então desconhecida) Mary-Louise Parker, por “Weeds”.
Legal foi ver a Sandra Oh levando o prêmio de melhor atriz coadjuvante de série/minissérie/filme para tv.
“Walk The Line” levou três prêmios: melhor atriz em comédia/musical (Reese Witherspoon, que agradeceu ao marido – o também ator Ryan Phillipe - e aos filhos), melhor ator em comédia/musical (Joaquin Phoenix) e melhor filme de comédia/musical.
John Williams ganhou o GG pela trilha sonora de “Crônicas de Nárnia”.
Os prêmios principais da noite foram todos gays: Felicity Huffman foi premiada como melhor atriz em drama pelo seu papel de transsexual em “Transamerica”; Philip Seymour Hoffman, como melhor ator em drama por “Capote”, onde interpreta o cantor americano (alguma coisa-Capote), que era gay; “Brokeback Mountain”, romance sobre dois cowboys gays, faturou os prêmios de canção original, roteiro, direção (Ang Lee) e foi eleito o melhor filme dramático do ano.
Como melhor filme estrangeiro, a Hollywood Foreing Press Association (HFPA), escolheu o palestino “Paradise Now”. (Ainda bem que não foi a porcaria do “Kung-Fusão”!)
. . .
Faltam 27 dias para o início das aulas!
O segundo filme, à pedido do meu afilhado de 10 anos, foi o também em P&B, “O Homem Elefante” (1980), com a excelente direção de David Lynch. Anthony Hopkings faz um médico que fica entusiasmado ao saber da existência de um homem muito deformado fisicamente, o que é atribuído a um acidente com um elefante sofrido pela sua mãe, grávida (a primeira cena do filme). Fazendo de tudo para que o rapaz fosse morar no hospital (o que consegue, com certa insistência), ele lhe dá uma nova vida de presente, levando-o, inclusive, a uma fama de aspecto contrário à que estava submetido (como um animal em exposição em uma feira de horrores). Lynch provoca o espectador, convidando-o, assim como as demais personagens, a ser amigo do “homem-elefante”. É uma história comovente do início ao fim. EU RECOMENDO!
Em seguida – já passava da uma hora da madrugada –, comecei a assistir “Sideways” (2004), aclamado filme de Alexander Payne. Pena que aos 40 minutos do filme, fiquei impossibilitado de continuar a assisti-lo devido a intensas falhas na imagem. Fui dormir. Acordei às 9 com o meu afilhado enchendo o meu saco para assistir “A Voz do Coração”, ótimo filme francês, mas como qualquer filme, eu não agüento assistir mais de três vezes (ele já estava na 12ª vez). Claro que eu não deixei. Fomos tomar café, escovar os dentes, e o quarto filme foi injetado no aparelho de DVD: “Felicidade Não Se Compra” (década de 40) – esqueci o nome do diretor. Um homem que sempre ajudou os outros sem pedir nada em troca, está desestimulado da vida, devido a falência da empresa de seu pai, e acaba pedindo que nunca tivesse nascido. Ouvindo isso, um anjo cai e torna o seu pedido real, mostrando como seria a vida da cidade sem ele. Se você é um espectador paciente, aguarde a primeira hora do filme para que isto ocorra (rs). Pela mensagem que passa, foi o melhor do fim de semana. EU RECOMENDO!!!
. . .
No Museu, a exposição entra na reta final. Todos os painéis já estão praticamente prontos, faltando apenas algumas fotos e os textos do terceiro painel (que estão fora da minha responsabilidade). Ontem e hoje, mostrei o projeto à equipe. Mudei a chamada (o painel de entrada), baseado na sugestão do Luiz, para que eu utilizasse a mesma foto estampada nos cartazes de divulgação do Projeto (uma na qual há um menino negro em primeiro plano, e o rio, com algumas árvores semi-submersas, ao fundo). Nenhuma crítica negativa quanto à programação visual. Escaneei algumas fotos que foram solicitadas para acrescentar ou substituir em alguns dos painéis. Agora, só falta a parte chata, os detalhes: inserir setas nas legendas (para as pessoas que sofrem de faltam de atenção) e fazer uma revisão geral no layout de todos os painéis para avaliar possíveis diferenças na disposição dos elementos.
. . .
[x] O carma de Sideways
Ao devolver os filmes na Fox, falei que não consegui assistir o filme de Alexander Payne, devido as falhas na imagem (que começaram a aparecer na 13ª faixa). Eles testaram, e... tudo normal. Deram-me, então, outra cópia. Cheguei em casa, coloquei o DVD no aparelho. Até que chega na 17ª faixa e... tudo bosta. Retorno à Fox, falo a mesma coisa, eles fazem a mesma coisa, e eu vejo a mesma coisa: tudo normal. Após uma leve discussão, decido não levar mais o filme e eles têm o bom senso de não me cobrar. Tudo bosta.
. . .
[x] 2006 Golden Globe Awards
Como já era de se esperar, o Sbt começou a transmissão 20 minutos após o previsto (9 e meia da noite). A Analice Nicolau estava insegura e não soube conduzir o programa, que foi salvo graças aos comentários do Rubens (REF). Eles começaram com uma reportagem especial sobre a história da premiação, outra sobre o diretor Fernando Meirelles, primeiro brasileiro indicado como melhor diretor ao GG, e em seguida, mostraram uns cinco minutos do tapete vermelho (com o sinal da NBC).
O primeiro prêmio da noite foi para George Clooney, como melhor ator coadjuvante em filme, por “Siryana”, que o recebeu das mãos da Natalie Portman, que estava parecida com a Winona Ryder, com aquele cabelo. Em seguida, a atriz Rachel Weiss subiu ao palco para receber das mãos de Adrien Brody o GG de melhor atriz coadjuvante pelo filme “O Jardineiro Fiel” (para nós, foi, com certeza, o grande momento). A câmera mostrou o Meirelles muito sorridente e emocionado com a vitória da atriz dirigida por ele.
Mas o momento mais engraçado foi o discurso de Geena Davis, ao ganhar como melhor atriz de série dramática por “Commander in Chief”: “Hoje, no tapete vermelho, uma garotinha de vestido azul puxou o meu vestido e disse que graças ao meu papel seria presidente dos Estados Unidos.” Aplausos. “Pena que isso não foi verdade.” Gargalhadas na platéia. Geena, com a cara mais cínica do mundo continua: “Mas seria muito legal se essa menina existisse.” Alguns minutos após a atriz sair do palco, o ator Hugh Laurie sobe para receber o prêmio de melhor ator de série dramática: “Eu fiz uma lista aqui de 172 nomes para agradecer. Vocês estão prontos? Bom, como eu sabia que isso não seria possível, eu escrevi os 172 nomes em papeizinhos, coloquei todos no meu bolso esquerdo e vou sortear três. Os outros que não forem sorteados, saibam que estão no meu bolso.” Hilário. O curioso é que foram discursos de dois atores que ganharam atuando em drama. Engraçado mesmo foi ver a cara do Rubens ao ser anunciado que o filme “Empire Falls” ganhou o GG de melhor minissérie/filme para tv. Minutos antes, ele havia dito que era o mais insuportável dos indicados, que havia dormido ao assisti-lo.
A melhor série de drama foi “Lost”. A ótima “Desperate Housewives” (ull!) foi eleita pelo segundo ano consecutivo (em seu segundo ano de exibição) a melhor série de comédia, mas na categoria de melhor atriz em série de comédia, uma surpresa: as quatro atrizes do seriado estavam indicadas, mas quem levou o GG pra casa foi a linda (e até então desconhecida) Mary-Louise Parker, por “Weeds”.
Legal foi ver a Sandra Oh levando o prêmio de melhor atriz coadjuvante de série/minissérie/filme para tv.
“Walk The Line” levou três prêmios: melhor atriz em comédia/musical (Reese Witherspoon, que agradeceu ao marido – o também ator Ryan Phillipe - e aos filhos), melhor ator em comédia/musical (Joaquin Phoenix) e melhor filme de comédia/musical.
John Williams ganhou o GG pela trilha sonora de “Crônicas de Nárnia”.
Os prêmios principais da noite foram todos gays: Felicity Huffman foi premiada como melhor atriz em drama pelo seu papel de transsexual em “Transamerica”; Philip Seymour Hoffman, como melhor ator em drama por “Capote”, onde interpreta o cantor americano (alguma coisa-Capote), que era gay; “Brokeback Mountain”, romance sobre dois cowboys gays, faturou os prêmios de canção original, roteiro, direção (Ang Lee) e foi eleito o melhor filme dramático do ano.
Como melhor filme estrangeiro, a Hollywood Foreing Press Association (HFPA), escolheu o palestino “Paradise Now”. (Ainda bem que não foi a porcaria do “Kung-Fusão”!)
. . .
Faltam 27 dias para o início das aulas!

0 Comments:
Postar um comentário
<< Home