2005
No começo de 2005 li que os astros reservaram um ano de mudanças pra mim. E pelo jeito, muitas, que vieram acompanhadas da "sorte", de brinde. Olha só:
MUDANÇA 1 - adeus, Museu!
Cansado dos estresses com os pirralhos (eu era instrutor de uma turminha barulhenta e bagunceira de alunos de 5ª e 6ª séries), decidi que gostaria de saber como era o outro lado da "moeda" da biologia - a pesquisa -, pois até então eu só havia dado aula. A pesquisa propriamente dita se limitava àquilo que eu iria abordar com as "crionças" em cada semana. Reparei que o Luiz recebera a notícia com surpresa. Eu fui o único que saí dali naquele ano sem ser por "ordem do chefe" (posso até me gabar por isso rs). Fiquei em dúvida se eu iria para o Campus de Pesquisa ou para o laboratório de bioacústica. Acabei optando pelo segundo. No mês seguinte à minha saída do Museu, surgiu uma bolsa no tal laboratório, a qual veio cair certinha em cima de mim. Trabalho: acompanhar as mudanças que ocorreriam no canto de uma espécie de rã daqui.
MUDANÇA 2 - já posso chamá-la de "ex".
As coisas já não iam bem. Ela se estressava demais comigo. Exigia uma paixão que eu não estava mais disposto a corresponder. A possessividade atingiu os seus níveis mais coléricos. A minha liberdade estava constantemente ameaçada e aquilo estava me sufocando cada vez mais. Após mal sucedidas tentativas, nós terminamos.
MUDANÇA 3 - adeus, Biologia!
Estando no quinto semestre do curso, percebi que as coisas não são como eu quero. Aulas maçantes, arrastadas, dezenas de detalhes que deveriam estar na ponta da língua para o dia da prova, assuntos que não me davam tesão. Até o dia em que eu não agüentei mais - isso me lembra a cena da Lynette (Felicity Huffman), em Desperate Housewives, quando ela fica de saco cheio da bagunça dos filhos e explode gritando para os coitados. Em meados de maio decidi que não iria mais para a universidade assistir aula, só para o laboratório estudar os sapinhos. "Descobri" que estava rolando muita coisa boa nas noites de Belém pra eu ficar assistindo aulas que não me interessavam. Consciente de que iria reprovar todo o semestre - e até agora sem arrependimento nenhum -, a gota d'água veio quando eu tive que fazer o bendito relatório do Pibic. Tive que passar horas em frente ao computador fazendo a análise dos dados, o que deu um baita trabalho, visto que os eles estavam todos misturados, explicitando a minha habitual falta de organização, ainda sem cura. A minha palavra final, em público, foi dada em algum dia da semana de setembro: "Malu, eu vim aqui [isso, no meio da reunião semanal do laboratório] pra dizer que após a minha apresentação no seminário do Pibic, eu vou me desligar do laboratório". Todos surpresos (alguns, nem tanto) com a minha declaração, especialmente a Malu. Reparei que ela ficou meio que em choque com aquele ato inesperado de um ser cansado.
O que aconteceu em seguida já relatei em posts anteriores e é o assunto principal deste blog.
O segundo semestre foi o mais feliz por dois motivos: pelo curso de canto que eu fiz, em agosto, no Curro Velho; e pelo workshop de blog literário, onde conheci pessoas fascinantes - que não vou citar aqui por motivos (que poderiam estar) óbvios.
Pessoas especiais de 2005 (em ordem alfabética para não gerar ciúmes bobos rs): Ana Paula (sim, tu ainda és importante), Eliane (amiga fiel), Enha (sempre presente), Emídio (um surgimento inusitado), Hinglia (essa menina me surpreendeu), Jô (que mulher genial), Luiz (a quem sempre serei agradecido), Malu (pela oportunidade e pelos papos bem humorados), minha mãe e minha avó (as razões da minha vida), Regi (a companheira "da noite" rs), Renata (a minha única paixão do ano).
DESEJOS PARA 2006
Não conto. Só os espíritos que regem o Universo (aos quais pedi) sabem.
2006 será um ano o qual eu espero aproveitar bastante. Ver se é na arte mesmo que eu me encontro.
MUDANÇA 1 - adeus, Museu!
Cansado dos estresses com os pirralhos (eu era instrutor de uma turminha barulhenta e bagunceira de alunos de 5ª e 6ª séries), decidi que gostaria de saber como era o outro lado da "moeda" da biologia - a pesquisa -, pois até então eu só havia dado aula. A pesquisa propriamente dita se limitava àquilo que eu iria abordar com as "crionças" em cada semana. Reparei que o Luiz recebera a notícia com surpresa. Eu fui o único que saí dali naquele ano sem ser por "ordem do chefe" (posso até me gabar por isso rs). Fiquei em dúvida se eu iria para o Campus de Pesquisa ou para o laboratório de bioacústica. Acabei optando pelo segundo. No mês seguinte à minha saída do Museu, surgiu uma bolsa no tal laboratório, a qual veio cair certinha em cima de mim. Trabalho: acompanhar as mudanças que ocorreriam no canto de uma espécie de rã daqui.
MUDANÇA 2 - já posso chamá-la de "ex".
As coisas já não iam bem. Ela se estressava demais comigo. Exigia uma paixão que eu não estava mais disposto a corresponder. A possessividade atingiu os seus níveis mais coléricos. A minha liberdade estava constantemente ameaçada e aquilo estava me sufocando cada vez mais. Após mal sucedidas tentativas, nós terminamos.
MUDANÇA 3 - adeus, Biologia!
Estando no quinto semestre do curso, percebi que as coisas não são como eu quero. Aulas maçantes, arrastadas, dezenas de detalhes que deveriam estar na ponta da língua para o dia da prova, assuntos que não me davam tesão. Até o dia em que eu não agüentei mais - isso me lembra a cena da Lynette (Felicity Huffman), em Desperate Housewives, quando ela fica de saco cheio da bagunça dos filhos e explode gritando para os coitados. Em meados de maio decidi que não iria mais para a universidade assistir aula, só para o laboratório estudar os sapinhos. "Descobri" que estava rolando muita coisa boa nas noites de Belém pra eu ficar assistindo aulas que não me interessavam. Consciente de que iria reprovar todo o semestre - e até agora sem arrependimento nenhum -, a gota d'água veio quando eu tive que fazer o bendito relatório do Pibic. Tive que passar horas em frente ao computador fazendo a análise dos dados, o que deu um baita trabalho, visto que os eles estavam todos misturados, explicitando a minha habitual falta de organização, ainda sem cura. A minha palavra final, em público, foi dada em algum dia da semana de setembro: "Malu, eu vim aqui [isso, no meio da reunião semanal do laboratório] pra dizer que após a minha apresentação no seminário do Pibic, eu vou me desligar do laboratório". Todos surpresos (alguns, nem tanto) com a minha declaração, especialmente a Malu. Reparei que ela ficou meio que em choque com aquele ato inesperado de um ser cansado.
O que aconteceu em seguida já relatei em posts anteriores e é o assunto principal deste blog.
O segundo semestre foi o mais feliz por dois motivos: pelo curso de canto que eu fiz, em agosto, no Curro Velho; e pelo workshop de blog literário, onde conheci pessoas fascinantes - que não vou citar aqui por motivos (que poderiam estar) óbvios.
Pessoas especiais de 2005 (em ordem alfabética para não gerar ciúmes bobos rs): Ana Paula (sim, tu ainda és importante), Eliane (amiga fiel), Enha (sempre presente), Emídio (um surgimento inusitado), Hinglia (essa menina me surpreendeu), Jô (que mulher genial), Luiz (a quem sempre serei agradecido), Malu (pela oportunidade e pelos papos bem humorados), minha mãe e minha avó (as razões da minha vida), Regi (a companheira "da noite" rs), Renata (a minha única paixão do ano).
DESEJOS PARA 2006
Não conto. Só os espíritos que regem o Universo (aos quais pedi) sabem.
2006 será um ano o qual eu espero aproveitar bastante. Ver se é na arte mesmo que eu me encontro.

1 Comments:
tu és doido!
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