Escrevendo os retratos do cotidiano
Essa mania de escrever todos os dias me pegou de jeito. Antes eu entrava na internet para ficar bisbilhotando a vida dos outros no orkut, em fotologs e em blogs. Agora, fico os 15 minutos que eu passo no ônibus, do cursinho à minha casa, pensando sobre o quê escreverei.
Estou lá vendo as ruas passarem e tentando decidir um assunto. Em 90% dos casos (não comprovados cientificamente), aquilo que eu decidira perde a validade assim que eu me posto diante desta tela, onde acaba aparecendo um tema, a meu ver, mais interessante. Na verdade, raramente escrevo sobre um determinado assunto, por assim dizer. Gosto de contar sobre os meus dias. Valorizo mais a subjetividade. Vez por outra, porém, acabo caindo em devaneio sobre um certo assunto.
No primário e no colegial nunca fui muito fã da leitura. Talvez justamente por isso eu odiasse tanto as aulas e as provas de Redação que me eram "oferecidas".
O primeiro livro que me chamou a atenção foi o "Desculpe a Nossa Falha", da querida Fernanda Esteves. O motivo: pela capa (uma televisão de cabeça pra baixo e uma casca de banana jogada no chão), achei que fosse um livro de piadas. E assim fui virando cada página. Quando acordei, já era tarde. O prazer da leitura estranhara-se, sem vontade de sair. Mesmo não sendo de piadas, o livro tinha um forte lado cômico, pois contava as aventuras de uma quase-jornalista (estava terminando sua graduação na UFRJ) a partir de sua entrada na Rede Globo. O livro me conquistou de tal maneira que o reli três vezes e quase entrei para a faculdade de jornalismo. Até descobrir que eu não gostava de escrever...
Acredito que quem gosta de escrever, pode escrever sobre qualquer coisa. Eu, não. Se eu fosse jornalista e me mandassem fazer uma matéria sobre um assunto que eu não gostasse, acabaria me desiludindo com a profissão. Isso provaria que eu posso até gostar de escrever, mas não à força, obrigado, mandado. Faço isso por prazer, um hobbie, até. Obrigação? Tá difícil.
Pode ser que também seja mais uma das minhas fases de blogueiro. Sim, já tive outros blogs. Este é o quarto, que apresenta semelhanças ao primeiro, no qual eu contava também sobre a minha vida sentimental, algo fora de rota aqui. No segundo eu procurava retratar a minha vida de "sapólogo", relatando as minhas pesquisas de campo. Já o terceiro era quase inteiramente focado nos meus sentimentos. A partir dele, eu contava o que eu sentia para a garota pela qual eu estava apaixonado na época, pois ela era uma das escolhidas para lê-lo, embora não declarasse isso "oficialmente".
Sou um homem de fases. E torço para que isto não seja uma delas. Um dia que eu passe sem postar pode ser um mau sinal. Ou também pode me incentivar a escrever dois posts em um só dia! Nada mau para quem não gosta de escrever.
Estou lá vendo as ruas passarem e tentando decidir um assunto. Em 90% dos casos (não comprovados cientificamente), aquilo que eu decidira perde a validade assim que eu me posto diante desta tela, onde acaba aparecendo um tema, a meu ver, mais interessante. Na verdade, raramente escrevo sobre um determinado assunto, por assim dizer. Gosto de contar sobre os meus dias. Valorizo mais a subjetividade. Vez por outra, porém, acabo caindo em devaneio sobre um certo assunto.
No primário e no colegial nunca fui muito fã da leitura. Talvez justamente por isso eu odiasse tanto as aulas e as provas de Redação que me eram "oferecidas".
O primeiro livro que me chamou a atenção foi o "Desculpe a Nossa Falha", da querida Fernanda Esteves. O motivo: pela capa (uma televisão de cabeça pra baixo e uma casca de banana jogada no chão), achei que fosse um livro de piadas. E assim fui virando cada página. Quando acordei, já era tarde. O prazer da leitura estranhara-se, sem vontade de sair. Mesmo não sendo de piadas, o livro tinha um forte lado cômico, pois contava as aventuras de uma quase-jornalista (estava terminando sua graduação na UFRJ) a partir de sua entrada na Rede Globo. O livro me conquistou de tal maneira que o reli três vezes e quase entrei para a faculdade de jornalismo. Até descobrir que eu não gostava de escrever...
Acredito que quem gosta de escrever, pode escrever sobre qualquer coisa. Eu, não. Se eu fosse jornalista e me mandassem fazer uma matéria sobre um assunto que eu não gostasse, acabaria me desiludindo com a profissão. Isso provaria que eu posso até gostar de escrever, mas não à força, obrigado, mandado. Faço isso por prazer, um hobbie, até. Obrigação? Tá difícil.
Pode ser que também seja mais uma das minhas fases de blogueiro. Sim, já tive outros blogs. Este é o quarto, que apresenta semelhanças ao primeiro, no qual eu contava também sobre a minha vida sentimental, algo fora de rota aqui. No segundo eu procurava retratar a minha vida de "sapólogo", relatando as minhas pesquisas de campo. Já o terceiro era quase inteiramente focado nos meus sentimentos. A partir dele, eu contava o que eu sentia para a garota pela qual eu estava apaixonado na época, pois ela era uma das escolhidas para lê-lo, embora não declarasse isso "oficialmente".
Sou um homem de fases. E torço para que isto não seja uma delas. Um dia que eu passe sem postar pode ser um mau sinal. Ou também pode me incentivar a escrever dois posts em um só dia! Nada mau para quem não gosta de escrever.

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