Maratona de filmes “Sexo, Música e Cinema”
Passei o dia na Estação das Docas, no 3º aniversário do Cine Estação. Assisti quatro filmes:
“Memórias em Super 8”, de Emir Kuturisca (*), documentário sobre uma banda irlandesa, que lembra um pouco o grupo Arcade Fire. Cenas de shows se alternam entre alguns depoimentos informais filmados dentro de uma van – de onde saem alguns comentários hilários – e algumas situações dos integrantes em família. Apesar de algumas cenas grudarem na memória (a do violinista no show; a piada sobre o Coliseu; o videoclipe em preto e branco que retrata o cotidiano incomum da banda, como o de ser convidada para tocar em velórios; a mãe se senta no piano e começa a tocar uma música clássica quando os dois integrantes, seus filhos, juntam-se a ela – para mim, a cena mais bonita). Não sei se era o sono, mas o filme é um tanto cansativo. Assim que sair em DVD, procurarei assisti-lo novamente para ver se “aparece” mais alguma estrelinha;
“Nove Canções”, de Michael Winterbottom (**) mostra o cotidiano sexual de um casal de namorados que se conheceram em um show de rock. Como disse a Laura, o filme é basicamente: uma cena de sexo – uma cena de show de rock. Existe ainda uma “história paralela” ambientada na Antártida na qual o protagonista a descreve. Mas ainda não entendi a intenção do diretor e do roteirista. Alguém cogitara ser uma alusão à gelidez (ou superficialidade) do “amor” vivido entre os dois personagens. A fotografia não apresenta novidades: closes, durante as cenas sexuais; a movimentação da platéia em primeiro plano nas cenas dos shows. O grande forte (talvez o único) da película é a trilha sonora (ou melhor, a soundtrack), o que já era de esperar em se tratando de Winterbottom, o mesmo de “A Festa Nunca Termina”, “coincidentemente”, outro filme a passar em uma comemoração de aniversário do cinema. Ao final, percebemos o quanto o filme é dispensável – a não ser que você queira se masturbar;
“Satyricon”, de “Frederico” (piada interna) Fellini veio em seguida. É uma obra de arte. Parece que estamos diante de uma pintura a óleo em movimento. A história, contudo, não é fácil de ser entendida em seu âmago. Podemos apenas dizer palavras soltas sobre “o que o filme mostra”. É daqueles filmes “cabeça”, os quais precisamos assistir mais de uma vez para entendê-lo melhor. Infelizmente, tive que aturar a arrogância de uma pessoa que eu não esperava: “Que difícil, que nada!! O filme fala sobre isso, isso, isso e aquilo [já esqueci o que ela falou exatamente, mas nada do que ela falou passou desapercebido por mim. Aliás, como eu, ela não soube contar a história do filme, embora estivesse querendo mostrar que entendera]. Não é bem aquele filme para divertir [insinuando que, por não ter entendido o filme, eu era amante de blockbostas...]...”.
“Fome de Viver”, de Tony Scott (atualmente em cartaz com “Domino”) fechou a maratona. O vampirismo recebe uma nova leitura, e é interessante observar como a dicotomia mortalidade-imortalidade retratada. Mas um fato me espantou: a personagem de David Bowie sofre de uma doença rara que o faz envelhecer rapidamente em poucas horas. No entanto, essa mudança físico-biológica ocorre com mais rapidez quando ele está no hospital, aguardando ser não-atendido pela doutora, interpretada pela Susan Sarandon. Antes de entrar e após sair do local, a impressão que dá é que o envelhecimento dá uma “brecada”. Pode ser que o burraldo aqui não tenha entendido bem os primeiros minutos e precise revê-los, o que o fez chegar à conclusão de que, neste ponto, o roteiro é falho. Entendendo ou não, se você procura um bom suspense, esta não é uma má escolha.
“Memórias em Super 8”, de Emir Kuturisca (*), documentário sobre uma banda irlandesa, que lembra um pouco o grupo Arcade Fire. Cenas de shows se alternam entre alguns depoimentos informais filmados dentro de uma van – de onde saem alguns comentários hilários – e algumas situações dos integrantes em família. Apesar de algumas cenas grudarem na memória (a do violinista no show; a piada sobre o Coliseu; o videoclipe em preto e branco que retrata o cotidiano incomum da banda, como o de ser convidada para tocar em velórios; a mãe se senta no piano e começa a tocar uma música clássica quando os dois integrantes, seus filhos, juntam-se a ela – para mim, a cena mais bonita). Não sei se era o sono, mas o filme é um tanto cansativo. Assim que sair em DVD, procurarei assisti-lo novamente para ver se “aparece” mais alguma estrelinha;
“Nove Canções”, de Michael Winterbottom (**) mostra o cotidiano sexual de um casal de namorados que se conheceram em um show de rock. Como disse a Laura, o filme é basicamente: uma cena de sexo – uma cena de show de rock. Existe ainda uma “história paralela” ambientada na Antártida na qual o protagonista a descreve. Mas ainda não entendi a intenção do diretor e do roteirista. Alguém cogitara ser uma alusão à gelidez (ou superficialidade) do “amor” vivido entre os dois personagens. A fotografia não apresenta novidades: closes, durante as cenas sexuais; a movimentação da platéia em primeiro plano nas cenas dos shows. O grande forte (talvez o único) da película é a trilha sonora (ou melhor, a soundtrack), o que já era de esperar em se tratando de Winterbottom, o mesmo de “A Festa Nunca Termina”, “coincidentemente”, outro filme a passar em uma comemoração de aniversário do cinema. Ao final, percebemos o quanto o filme é dispensável – a não ser que você queira se masturbar;
“Satyricon”, de “Frederico” (piada interna) Fellini veio em seguida. É uma obra de arte. Parece que estamos diante de uma pintura a óleo em movimento. A história, contudo, não é fácil de ser entendida em seu âmago. Podemos apenas dizer palavras soltas sobre “o que o filme mostra”. É daqueles filmes “cabeça”, os quais precisamos assistir mais de uma vez para entendê-lo melhor. Infelizmente, tive que aturar a arrogância de uma pessoa que eu não esperava: “Que difícil, que nada!! O filme fala sobre isso, isso, isso e aquilo [já esqueci o que ela falou exatamente, mas nada do que ela falou passou desapercebido por mim. Aliás, como eu, ela não soube contar a história do filme, embora estivesse querendo mostrar que entendera]. Não é bem aquele filme para divertir [insinuando que, por não ter entendido o filme, eu era amante de blockbostas...]...”.
“Fome de Viver”, de Tony Scott (atualmente em cartaz com “Domino”) fechou a maratona. O vampirismo recebe uma nova leitura, e é interessante observar como a dicotomia mortalidade-imortalidade retratada. Mas um fato me espantou: a personagem de David Bowie sofre de uma doença rara que o faz envelhecer rapidamente em poucas horas. No entanto, essa mudança físico-biológica ocorre com mais rapidez quando ele está no hospital, aguardando ser não-atendido pela doutora, interpretada pela Susan Sarandon. Antes de entrar e após sair do local, a impressão que dá é que o envelhecimento dá uma “brecada”. Pode ser que o burraldo aqui não tenha entendido bem os primeiros minutos e precise revê-los, o que o fez chegar à conclusão de que, neste ponto, o roteiro é falho. Entendendo ou não, se você procura um bom suspense, esta não é uma má escolha.

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